sábado, 9 de fevereiro de 2019

ÊTA BRASIL DO DEPOIS...

Vocês já notaram que no Brasil, logo que acontece uma tragédia da natureza, muitas vezes provocada pelo homem, na imprensa (falada, escrita, televisiva e inventiva) surge uma porção de entendidos (ou não), para dar explicações sobre o mal ocorrido: engenheiros, meteorologistas, pesquisadores, ambientalistas, economistas, autoridades, estrategistas, políticos, prefeitos, governantes, videntes...
Vamos deduzir sobre isto: se eles sabem explicar a causa da tragédia acontecida, por derradeiro, devem ou deveriam saber da possibilidade de ela acontecer - e seus possíveis efeitos.
Ora bolas, quando estamos cientes de que algo de risco tem boa possibilidade de acontecer, nossa ação é a de fazer algo - urgente e preventivamente - para que o mal não aconteça.
Mas vejam o caso de motoristas que, mesmo sabendo que o limpador do para-brisa do carro está estragado, só mandam arrumá-lo quando chove.
Os nossos governantes e autoridades são piores que esses motoristas imprudentes. Por quê? Porque sabem que o “limpador do para-brisa” está estragado, sabem que está chovendo e, mesmo assim, não mandam consertá-lo. Fica para depois, depois, depois...traduzido por nunca.
No gancho: desconfiem sempre quando alguém afirma “Estarei fazendo”, “Estarei remetendo”... O certo é dizer “Vou fazer”, “Vou remeter”. Mesmo assim...
Desculpem-me para uma pequena pausa. Seguinte: desde que comecei a escrever este texto, observo, preocupado, que faz meses que tem um objeto enorme, pesado e mal colocado no alto da prateleira do meu escritório, instalada acima da minha mesa. A “coisa” tem grande possibilidade de cair, representando um enorme perigo para mim e integrantes da minha família.
Logo mais “estarei arrumando” um lugar melhor para ele, assim que... êpa!... a “coisa” está despencando!!!!
AAAAAAAAAiiiiiiiii, MINHA CABEÇA!!!!
PQP! Quem foi que colocou essa "merda" lá em cima?

G. Passofundo